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Quem pensa em começar a treinar Jiu-Jitsu quase sempre se faz a mesma pergunta: “Será que eu vou me machucar?”. A dúvida é válida, já que o esporte envolve quedas, disputas de chão e ataques de finalização em quase todas as partes do corpo, mas é importante ressaltar que a arte suave, diferente de outros estilos de luta que promovem impacto direto, é considerada relativamente segura, especialmente se o praticante se mantiver atento aos ensinamentos do professor, respeitar os limites de seu corpo e priorizar o uso da técnica ao invés da força. Ainda assim, o risco existe e vale saber os casos mais comuns antes de começar sua jornada no tatame.
Articulações como ombros, joelhos e tornozelos são vítimas comuns nos treinos de Jiu-Jitsu. Uma defesa de finalização mal executada ou uma chave aplicada com força ou velocidade em excesso não vão necessariamente resultar em uma fratura, mas podem causar lesões dificultam a vida do praticante até mesmo fora dos tatames, então é importante manter atenção na técnica e, é claro, lembrar que a academia não é uma competição. Os dedos das mãos também costumam sofrer com entorses e queimaduras devido às pegadas no tecido áspero do kimono, levando praticantes a adotar o uso de esparadrapos ou fitas para reduzir o dano sofrido na região.
Igualmente comum são as lesões no pescoço e coluna cervical. Que atire a primeira pedra quem nunca defendeu uma passagem de guarda ou tentou dar um bote no triângulo partindo da guarda fechada e terminou o treino com um torcicolo que perdurou até o dia seguinte. O problema aqui geralmente é falta de aquecimento ou uso excessivo de força, então é importante se alongar bem antes de começar o treino, revisar a base técnica das suas posições e evitar o mesmo erro na próxima vez que estiver treinando. O mesmo vale para lesões musculares em outras áreas do corpo, só é preciso se preparar corretamente para a aula e seguir com atenção as instruções do professor.
Embora menos comuns, lesões superficiais como arranhões e queimaduras por fricção também podem ocorrer em determinadas situações. O primeiro caso é mais dificil de previnir, já que arranhões geralmente ocorrem quando o parceiro deixa as unhas grandes ou durante uma movimentação mais intensa durante o treino, mas é possível diminuir o risco se cada um fizer sua parte e evitar movimentos muito bruscos, ainda mais se for menos graduado. Já com as queimaduras, que se dão com mais frequência nas estremidades por conta do contato excessivo, é possivel reduzir muito o risco usando uma rashguard por baixo do kimono. Vale lembrar que embora esse tipo de lesão seja corriqueiro e não apresente nenhum risco sério aos praticantes, é importante higienizar corretamente para evitar uma eventual infecção na área afetada.
Se a preocupação for com lesões mais graves como fraturas ou ruptura de ligamentos, é importante ressaltar que, embora seja possível, é bem mais raro de acontecer, especialmente fora de treinos de competição. Quer treinar com ainda mais segurança? Veja alguns equipamentos que podem ajudar na sua jornada, a melhor forma de fazer a manutenção do seu kimono e alguns pontos básicos para quando estiver jogando por cima.











